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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

[Opinião] Skyrim - o GOTY que eu detestei



Quem não conhece The Elders Scroll V: Skyrim, ou simplesmente Skyrim (ou Rim do Céu, para os íntimos)? Fus-Roh-Dah, “I took a arrow on my knee” e muitas outras expressões foram bastante citadas durante seu ano de lançamento, 2011, e permanecem na cultura gamística até agora. A recepção não poderia ser mais positiva: notas altíssimas no Metacritic, reviews positivas em praticamente todos os grandes sites e revistas voltadas a videogames e prêmios seguidos de prêmios. Tudo ótimo. Tirando o detalhe de que eu não gostei de Skyrim. Não engoli mesmo. Skyrim para mim foi o título mais superestimado em que já pus as mãos.


Altas emoções

Mas por que esse mimimi? Explico: minha maior queixa é em relação ao direcionamento que a equipe de desenvolvimento deu ao jogo. O jogo é enorme, é gigantesco, é colossal. Há várias missões, vários locais para descobrir, várias cidades… E só. O game é isso. Numa ganância de mostrar que pode fazer mais (RPG ostentação, essa é boa), a Bethesda entupiu o game de conteúdo, mas sem desenvolver nada plenamente. Vejamos:


Lista enooorme de mesmices
1) Há uma infinidade de quests, mas poucas com um enredo realmente interessante. 90% é “vá à dungeon x e pegue o item y”;

Inimigos interessantes... Seria uma pena se lutássemos com eles 188771090398 vezes
2) Há várias dungeons, mas quase não há variação entre elas. Siga o caminho, mate uns inimigos chatos, resolva um puzzle sem graça, pegue umas potions e um ou outro item bom (o resto já não lhe serve muito);

CA-LA. A. BO-CA
3) Há vários personagens, mas poucos têm algum carisma e quase nenhum marca o jogador. Isso inclui a aparência, todas genéricas e feitas com o mesmo sistema de criação do seu personagem. Mesma coisa com os companions – várias e várias opções de amiguinhos de todas as classes para se aventurar com você, mas todos revelam ser apenas máquinas de repetição de fala (Lydia e seu insuportável “I'm sworn to carry your burdens” que o diga). Os diálogos são outro problema: todos os bêbados de todas as cidades têm a mesma voz e dizem a mesma linha, por exemplo, e isso se alastra para os demais NPCs;

Spider-horse, spider-horse ♫ 
4) O mundo é enorme, mas chato de ser atravessado tanto devido ao terreno montanhoso e de difícil locomoção quanto aos inimigos (nada como trombar com um gigante, não é mesmo?). Até o tempo gasto indo de um lugar ao outro é um incômodo (se você tem tempo para ficar zanzando, parabéns, mas saiba que tempo é valioso para muita gente e ele deve ser dedicado a coisas importantes. E não, querer jogos que exijam que o jogador dedique horas e horas sem sentido tem NADA a ver com ser um gamer de verdade ou não, cresça);

Para quando a fome bater
5) Você pode interagir com praticamente todos os objetos, mas essa interação quase sempre é apenas pôr o item no inventário. E o que você pode fazer com eles? Sei lá;

Essa sim seria uma forma interessante de lutar
6) Seu personagem pode lutar da forma que você quiser, seja com magias, stealth, ou de qualquer outra maneira, mas o sistema de combate é tão simplista que a repetição é inevitável – tudo que você faz é apertar um botão para ver seu personagem dar um ataque com pouca variação e sem nenhum impacto na física do inimigo (tanto faz acertar a cabeça ou a perna). Inimigos que, por sinal, agem da mesma forma, não exigindo nenhuma diferença de estratégia. A única coisa que você deve ter em mente ao lutar é ter potions suficientes, itens bons e, de vez em quando, usar o cenário ao seu favor (leia isso como ir para algum lugar onde os inimigos não te cerquem ou tacar fogo em algum material explosivo).

Reflexivo
E é isso, resumi Skyrim, um jogo que te mostra em apenas duas horas tudo que ele tem para te oferecer. O que é uma pena, porque ele tinha um potencial realmente enorme. O cuidado em dar cada objeto ao jogador, de escrever textos em cada livro, de deixar algo à espera de quem joga a cada canto do mapa, de apresentar todo um continente e deixar com que cada um se divirta da forma que quiser… Não nego, o título tem seus (incríveis) méritos. Arrisco até dizer que esse é um dos jogos que mais se aproximaram e aprofundaram o conceito de um RPG, um role-playing game, verdadeiro. De fato, um grande jogo. Mas dizer que ele é merecedor de toda essa aclamação? Não, aí já é demais.



Pedro Melo

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5 comentários:

  1. Boa review, cara XD
    Nunca joguei Skyrim, mas já vi gameplays e até me deu vontade de jogar, mas consigo ver porque não curtiu o game, realmente parece ser repetitivo apesar de ser gigantesco.

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  2. Gostei da crítica Pedro... Ainda pretendo conferir skyrim, mas acredito q as suas críticas,estão bem fundamentadas, videogame é isso mesmo, as vezes a gente ama o, jogo q todo mundo odeia e vice versa

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  3. Eu acho Skyrim interessante para quem tem imaginação para moldar sua própria trajetória. Por exemplo, você pode decidir ser um Alquimista, focando nessa skill (acho que esse coisa tem outro nome, mas não lembro), usando itens no combate, realizando missões que se adequam ao que você imagina para seu personagem... Acho que assim, limitando a própria liberdade, o jogo fica melhor. Pena que não sou desses rsrs

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  4. Ah, fora que os mods para PC ajudam muito na experiência. Coisa que não temos na Caixinha Redonda do Amor <3

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  5. Eu entendo o que você quer dizer Pedro, quando o jogo é muuuuuito aberto, se vc não tem muito tempo pra jogar acaba se cansando, porque fica dividido entre as infinitas... Hoje em dia eu acho que não tenho mais paciência pra jogar jogos assim tão abertos!

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