Social Icons

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

[Flash] The Company of Myself


 Ah, flash games! Sempre subestimados, tidos como apenas um passatempo para fugir do tédio. Mas, assim como os indie games, a partir deles é que muitos desenvolvedores podem liberar sua criatividade e imaginar os títulos mais curiosos possíveis. Não só isso, mas muitos artistas usam do seu fácil acesso e simplicidade para passar mensagens e fazer coisas menos comerciais, por assim dizer. Porém, muitos desses art games focam muito na experiência e pouco na jogabilidade, sendo praticamente vídeos interativos. Esse não é o caso de The Company of Myself, jogo de plataforma bem interessante e sensível.


The Company of Myself fala sobre um homem que vive como um eremita, sozinho e sem ter a necessidade de outras pessoas. À medida que vamos jogando, frases em primeira pessoa surgem na tela e vão explicando mais esse misterioso personagem, contando seus pensamentos e o porquê dele ser assim.


A jogabilidade é aparentemente típica de um jogo desse gênero: seu objetivo é guiar o personagem até uma porta verde localizada no outro lado da tela, sendo 20 no total. O diferencial do jogo está no que deve ser feito para alcançar a porta verde. Apertando a tecla espaço, seu personagem volta ao local original mas acompanhado de uma sombra que refaz tudo que ele tinha feito anteriormente. Essas sombras podem ser utilizadas como superfícies para alcançar pontos mais distantes, usar alavancas, atravessar portais e etc. Ou seja, você terá que usar da imaginação para realizar todos os movimentos a serem repetidos pelas sombras.


A parte artística do jogo está no seu enredo, bem profundo e inesperado. Se você é um introvertido (assim como eu), é muito provável que você sinta alguma conexão com o game (ou, pelo menos, com sua parte inicial). Afinal, a natureza da própria introspecção é algo que instiga quem sente isso. Porém, esse diálogo é um tanto perdido próximo ao final do jogo. Não que ele seja ruim, só que ele busca uma justificativa para a solidão do protagonista que vai além da própria personalidade. Não posso comentar muito por causa dos spoilers, mas o final ainda foi satisfatório, bem psicológico e mind fuck.



Se você quer algo para passar o tempo, mas sem deixar de ter profundidade, The Company of Myself é uma boa escolha com sua jogabilidade criativa e seu enredo instigante. Você pode jogá-lo aqui.

Comente com o Facebook:

Um comentário:

Caro visitante!

Você é muito bem vindo para comentar no nosso blog, contudo, pedimos que respeite os demais usuários e não utilizem palavras de baixo calão!

Obrigado,
Equipe Games com Limão!

 

Seguidores