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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

[Review] Natural Doctrine (PS4, PS3 e PS Vita)



Hoje trago a vocês mais uma análise, dessa vez do jogo Natural Doctrine. Mesmo eu lendo críticas negativas sobre o game, decidi ver por mim mesmo do que se tratava, já que muitas vezes aconteceu de eu gostar de jogos que não foram muito bem recebidos pela crítica e por eu ter curtido o sistema de batalha que eu via em gameplays.

Então, vamos ao review:


Natural Doctrine é um SRPG lançado em 2014, desenvolvido pela Kadokawa Games e publicado no Ocidente pela NIS America, para PS4, PS3 e PS Vita.

Nele, existe uma fonte importante de energia chamada Pluton, que em seu estado natural, é completamente tóxico para o ser humano. Porém, os goblins conseguem transformar esse minério em uma forma que possa ser utilizado pela humanidade. Assim, os Bergman são encarregados de entrar nas minas de Pluton e roubar dos goblins esse material.


O personagem principal, Geoff, vira um guarda de um grupo de Bergmans, juntamente com Vasily e Zekelinde, comandado pela médica e atiradora Anka. Tudo fluía bem até que em uma  das minas exploradas pelo grupo, uma nova espécie de monstro é descoberta, e o grupo de Geoff é perseguido até a saída da mina por esses monstros. A partir daí é que a história começa a se desenrolar.

A história tem potencial, mas não consegue prender o jogador. Você não consegue criar um vínculo com nenhum dos personagens e acaba não tendo muito interesse no que vai acontecer a seguir, devido à narrativa do jogo que falha nesse aspecto. Personagens rasos, narrativa entediante...podemos perceber que foram muitas ideias até que boas, mas que não foram executadas de uma boa forma.


Joguei em um PS4 e os gráficos são razoáveis, se pensar que o jogo também foi lançado para PS3 e Vita, é algo que podemos relevar. Os personagens in-game não são muito bem feitos, mas os ambientes até que são bonitos. As animações dos ataques e habilidades também são razoáveis, nada a ser destacado.


Na parte sonora, as músicas são boas, mas com exceção do tema principal, nada merece muito destaque. O jogo peca na variedade das trilhas, tendo que reutilizar várias vezes as mesmas músicas, principalmente nas minas de Pluton, onde em todas elas tem a mesma trilha.

Os efeitos sonoros cumprem bem o seu papel e a dublagem americana é boa em certas partes e razoável em outras.

Agora vocês devem estar se perguntando se a conversa é diferente quanto à gameplay, já que eu disse que eu tinha gostado do que eu tinha visto até então, não é verdade?

Bom, a conversa infelizmente não muda tanto.


Como já foi dito, as batalhas são baseadas em turnos, onde você deve agir estrategicamente com os seus aliados para conseguir derrotar as unidades inimigas. O visual das batalhas é interessante, e nos primeiros minutos de jogo você começa a sentir que vem coisa boa por ai e já começa a imaginar quantas possibilidades o jogo poderá trazer.


O campo de batalha é dividido em segmentos, que são divididos em áreas amigas(azuis) ou inimigas(vermelhas). Em cada segmento, só podem ser colocados o equivalente a 4 aliados(já que existem personagens que contam como 2 ou até mesmo 4 personagens dentro de um segmento), e caso derrote todos os inimigos de uma área, ela passa a ser sua, podendo assim mover suas unidades para lá.


Ao realizar uma ação perto de seus companheiros, você pode realizar um Link de ação com eles, onde o turno deles será chamado logo após o seu, ajudando a derrotar inimigos mais rápido. Porém, os inimigos também podem realizar esse Link de ações, o que faz parte da frustração que a maioria dos jogadores passam, que eu já vou entrar em mais detalhes a seguir.


Cada personagem possui sua árvore de habilidades, onde você pode gastar Skill Points ganhas através de níveis aumentados durante as batalhas em habilidades novas, como uma nova forma de ataque, ou a possibilidade de carregar poções com você(que não são compráveis, elas tem uma quantidade específica de usos por batalha e são preenchidas novamente para a próxima batalha). Porém, você só pode pegar as habilidades que estão mais a direita se você abrir primeiro as que estão à esquerda da que você quer. Muito bom, mas senti a  necessidade de uma variedade maior de skills ou de power-ups que realmente fizessem uma boa diferença no desempenho do personagem.

Não existem lojas de itens ou de equips, tudo você consegue ou através de baús achados nas dungeons(inclusive Pluton, que é utilizado para usar magias em combate) ou através da árvore de habilidades, no caso dos itens.


O sistema de batalha é interessante, porém falha no elemento principal do gênero: a estratégia. Na maioria das vezes, o que irá decidir se você vai conseguir ganhar ou não é a pura sorte, já que a taxa de ataques críticos(dando o dobro de dano) e de ataques errados/escapados é muito alta, fazendo com que a mesma estratégia tenha resultados extremamente diferentes. Pode ser que todos os meus ataques dêem o dobro de dano no inimigo, pode ser que eu erre literalmente todos os ataques com todos os personagens e o mesmo acontece com os seus oponentes (apesar de que na grande maioria das vezes as chances deles tirarem o dobro de dano é muito maior do que eles errarem ou de seu personagem conseguir se defender). E não importa a dificuldade em que esteja jogando, se um único personagem da sua equipe morre, é Game Over e você perde tudo o que fez na batalha, que geralmente dura de 30 minutos para mais, a não ser que tenha tido um raro Checkpoint em algum momento.

E por falar em opções de dificuldade, esse é mais um ponto negativo do game. Eu fiz o teste e na mesma batalha, com dificuldades variando entre a mais fácil e a mais difícil do jogo, a diferença que eu tive foi basicamente nula, com uma diferença ou outra nas chances de dano crítico que os inimigos me davam. É como se não existisse opção de dificuldade no jogo.


Agora imagine tudo isso combinado com aqueles Links de ação que eu expliquei mais acima, onde é possível que a equipe inimiga inteira ataque em sequência um único personagem, sem te dar a chance de revidar ou de se curar, sendo que na ordem de turnos só tinha a ação de um único inimigo e que se aquele único alvo inimigo morrer você deverá reiniciar mais uma vez a batalha...


O jogo conta também com um modo Multiplayer, onde os jogadores podem jogar competitivamente ou cooperativamente. Algo interessante é que você monta a sua equipe através de cartas, que podem ser compradas através de envelopes. Assim, você pode montar uma equipe de esqueletos, soldados, monstros, cada um com os seus atributos, habilidades, mas sempre tendo em mente o limite de unidades, algo parecido com os segmentos explicados na parte singleplayer.

Parece ser interessante, porém devido ao pouco sucesso e reconhecimento que o jogo teve, é muito difícil achar alguém para jogar e eu infelizmente nunca consegui entrar em uma partida para poder dar as minhas impressões.


Tudo isso faz com que jogar Natural Doctrine seja algo frustrante, e diferente de outros jogos conhecidos pela sua dificuldade como Dark Souls, você não se sente motivado a continuar tentando, porque o enredo não ajuda, os personagens não ajudam, os gráficos não ajudam, a trilha sonora não ajuda(com exceção do tema principal, que é bom) e a própria gameplay não ajuda, já que não depende muito de habilidade ou de estratégia como a série Souls...

É um jogo que certamente tinha potencial, mas não conseguiu por em prática as ideias que teve, fazendo com que se tornasse uma experiência entediante e que não vale a pena ser vivida pela maioria, a não ser que você seja um fã muito grande mesmo desse estilo de jogo e que consiga ignorar os pontos negativos do game.

Nota: 4/10

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