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quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

[Review] Conception 2 (PS Vita)

Conception 2: Children of the Seven Stars é uma mistura de JRPG com simulador de encontros. Produzido pela Spike Chunsoft e publicado pela Atlus em 2014 para 3DS e PS Vita.


Enredo

O mundo mágico de Aterra está sendo atacado por monstros a décadas e os únicos que conseguem lutar contra eles são jovens "discípulos" que possuem a energia das estrelas (Star Energy) e as criaturas de outro mundo, conhecidas como Star Childrens, que nascem a partir de um forte vínculo entre dois discípulos: um homem e uma mulher.
A história começa com o o nosso protagonista Wake indo para a Academia (aka escola para discípulos) e lá ele faz os testes para descobrir qual é o nível dele como discípulo. Por esse teste, eles descobrem que ele é uma rara exceção que possui um nível elevadíssimo de Ether (elemento luz) e por si só consegue adentrar os Dusk Circles (dungeons) e enfrentar os monstros. Além disso, com o campo de ether que ele produz, consegue levar um companheiro junto (que será uma heroína). 
Após essa descoberta, ele vai para a Igreja para fazer o ritual de Classmating junto com uma discípulo Elite S e ver qual a chance de nascerem Star Childrens. Esse ritual é teoricamente o encontro das emoções dos personagens (ou na prática, sexo). Sendo 100% a chance de nascer uma Star Children, você fica livre para utilizar a igreja quantas vezes quiser para fazer tal ritual com as discípulos Elite S.
A partir daí, você é apresentado inicialmente para 4 Elite S e precisa desenvolver seus vínculos com elas, para poder criar Star Children mais poderosas. Conforme a história avança você é apresentado para mais discípulos Elite S, totalizando assim 7 heroínas para te ajudarem. 

A história do jogo em si fica bem dividida aqui, onde cada heroína terá seus eventos particulares contando um pouco da história dela e a história principal (pano de fundo) onde você deve destruir os Dusk Circles para salvar Aterra. Nenhum foco dessa história é levado totalmente a sério, onde você sempre terá algumas piadas para descontrair durante os eventos. Apesar de não serem nenhuma obra-prima, todas cumprem bem o seu papel, divertindo e prendendo o jogador a medida do possível. 


Gráficos e sons

Aqui não temos nenhum ponto forte e nada a desejar. Os gráficos dentro da dungeon são bem simples mas não chegam a incomodar. O que pode incomodar um pouco é o visual fraco e a pouca diferença entre as dungeons. Temáticas ruins e tudo parece igual. Durante a parte de encontro, os gráficos são mais bonitos.
A trilha sonora em si não tem nenhum destaque. As dublagens são agradáveis num geral, embora infelizmente nem todas as cenas são dubladas. As cenas sem dublagem são bem chatas de se ouvir os personagens falando coisas aleatórias... Thanks! enquanto a legenda diz: Sorry! E a mesma repetição de frases pre-definidas. Não existe a opção do áudio em japonês.

Sistemas 

Aqui é onde você encontra o maior acerto e o maior erro do jogo. Existe uma imensa variedade de detalhes para tornar o RPG mais complexo. Não vou citar tudo, mas tudo o que não foi citado segue o padrão de outros RPG's e não merece nenhum destaque.

Dungeons

Dungeons são geradas aleatoriamente e seguem o padrão Dungeon Crawler. Encontre o portal para o próximo andar e continue subindo (ou descendo) até chegar no boss. Não existem random encounters aqui. Você vê o inimigo e só batalha se quiser, embora muitas vezes eles bloqueiem seu caminho te obrigando a batalhar. Uma importante característica é que a cor deles determina a diferença de força entre eles e você. Se eles estiverem de azul, significa que são muito mais fracos que você e apenas ao encostar neles eles desaparecem, e mesmo assim rendem o gold e experiência. Se forem roxos, a batalha é equilibrada e se forem vermelhos, você está abaixo do nível para enfrenta-los o que garante uma batalha mais difícil. Dentro das dungeons você encontra vários baús com itens e afins, e alguns pontos que restauram seu HP ou MP. Existem algumas armadilhas espalhadas também, mas elas não fazem muita diferença pois apenas diminuem um pouco seu HP e não são capazes de te matar. Ao início de cada andar você pode sair da dungeon, o que garante seu HP/MP cheios ao voltar e existe a possibilidade de escolher para qual andar você quer ir, desde que você já tenha chegado nele uma vez.

Quests/Dungeons opcionais

No geral, as quests são simplesmente matar tantos de certo inimigo ou coletar tantos itens. Podem até render algumas horas extras de diversão, já que você tem que descobrir qual inimigo dropa o item ou onde ele está. Infelizmente, os prêmios são bem inúteis e você não terá tanta necessidade em faze-las. É interessante que os inimigos necessários para uma quest, ficam amarelos dentro da dungeon, o que facilita bastante encontra-los.
As dungeons opcionais são poucas, só possuem 5 andares e um sexto andar com um boss. A única diferença é que elas possuem inimigos pouco mais fortes que as dungeons da história.

Star Childrens

Como eu disse, você pode levar uma heroína apenas por vez, para a dungeon. O seu level influencia no level máximo das Star Childrens, que segue aproximadamente o mesmo padrão que o seu (com raras exceções onde pode nascer uma criança com level cap 99). O level das heroínas influencia na classe das Star Childrens. Existem 30 classes para as Star Childrens, e você escolhe assim que ela nasce. Só é possível escolher a classe se a heroína utilizada para o Classmating possui todos os status.
Algumas classes especiais necessitam também determinados pre requisitos, como itens encontrados nas dungeons ou level determinado nas classes inciais. 
Apesar da grande variedade de classes aqui, essa quantidade fica desperdiçada pois você não consegue ter noção da força de cada uma até alcançar um nível razoável com elas. Inicialmente, as Star Childrens possuem o level cap muito baixo, o que te obriga a renovar sua party constantemente. A partir daí, as classes iniciais vão ficando pouco atrativas e você se esquece delas sem ao menos ter conhecido seu potencial.

Party

Sua party é formada basicamente de 4 grupos. O principal deles é formado pelo protagonista e a heroína que você escolheu. Os outros 3 são formados cada um por 3 Star Childrens diferentes. Você pode formar cada grupo da maneira que achar melhor, sendo que os status das crianças se somam e você pode utilizar a skill de qualquer um dos membros com aquele grupo. O que mais diferencia aqui é a possibilidade de ganhar habilidades diferentes de acordo com quais classes você coloca juntas. Infelizmente, aqui possuem vários pre-requisitos e você só vai saber da existência da habilidade depois de atingir pelo menos um deles. 


Elementos

Existem 6 elementos diferentes no jogo: Water, Fire, Wind, Earth, Ether e Dusk, cada um com sua vantagem e desvantagem. Cada Star Children assim como as heroínas, possuem elementos nativos seja para ataque e defesa. Por exemplo, é possível que a heroína tenha ataque do type Water, mas a defesa seja do tipo Wind. Os grupos formados pelas Star Childrens também possuem essa variedade e podem atingir níveis extras de elemental se forem somados, por exemplo: 3 crianças com elemental de ATK Fire, o grupo terá ATK Fire x3. A teoria é complicada caso cada criança possua um elemental diferente, então é mais fácil ver o resultado na prática.
Infelizmente, todo esse sistema de elementos diferentes pode ser esquecido e jogado no lixo. Não é possível perceber nem entender o funcionamento na prática. E além de não se notar nenhum resultado, ele não faz falta alguma e não facilita nem dificulta seu progresso no jogo.

Sistemas dentro da batalha

Os inimigos possuem quatro direções (frente, traseira e laterais), e você utiliza seus 4 grupos para poder cerca-lo, sendo que o grupo principal pode ocupar a mesma posição de um grupo de Star Childrens. Inimigos possuem pelo menos uma direção como ponto fraco, onde o ataque renderá mais dano. Além disso, os ataques deles são definidos e você poderá saber quais as direções eles atacarão. Se não possuir nenhum inimigo dentro da área de ataque dele, ele rotaciona para poder atacar. Pode parecer complexo, mas é bem simples e muito útil dentro do jogo.
Ao atacar os inimigos, você enche sua barra de Chain que seria para gerar combos no inimigo. Atacar o ponto fraco do inimigo enche menos a barra, enquanto as áreas mais fortes enchem mais. Ao encher a barra, o turno do inimigo é atrasado e você ganha mais XP e gold por hits que conseguir durante o status "chain" do inimigo. Esse é outro sistema bem útil e entende-lo pode facilitar bastante contra alguns bosses.
Além disso tudo, também temos o contador de Ether que na teoria funciona como um boost para sua party e aumenta a velocidade do grupo principal. Esse contador sobe de nível com o uso de uma skill específica para isso ou matando um inimigo. Também desce se alguém de sua party morrer. Nunca vi nenhuma utilidade prática para esse contador, e pode ser julgado apenas como mais um enfeite na tela. 
É bom lembrar que só é possível sua party estar lutando devido ao campo de Ether gerado pelo protagonista, então se o grupo principal morrer é game over. 

Parte tática/automática

É possível você deixar definido o tipo de combate de cada grupo e automatizar todas as batalhas. Tal grupo vai focar em gerar chains, enquanto tal grupo vai atacar com força total e o grupo restante vai curar. Você tem 3 opções: tudo manual, tudo automático ou apenas o grupo principal manual e os grupos de Star Childrens automático. Também é possível aumentar a velocidade da batalha, o que ajuda bastante. 

Conclusão

A parte de encontros do game não apresenta muitas falhas e cumpre bem aquilo que promete, talvez até mais que isso. A grande falha do jogo fica por conta de suas variadas porém inúteis possibilidades na parte prática do combate. Existem diversas outras opções que não cheguei a citar, mas no geral, a maioria é muito mal desenvolvida e não acrescenta nada ao jogo. A curva de dificuldade não é bem aplicada, pois o jogo te acostuma com um nível nulo de desafio para tentar te desafiar depois da metade do jogo. O conteúdo opcional do jogo não é válido já que no geral, o combate não te prende. Apesar de tantos defeitos, é possível terminar o jogo sem muitos problemas. Se tivesse recebido uma atenção extra por conta dos produtores, teria facilmente se tornado um exemplo de profundidade para um simples combate de turno.


Nota: 5,5/10

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2 comentários:

  1. Boa review!
    Até que o jogo tem mais coisa do que eu pensava, apesar de pelo jeito não fazer tanta diferença assim na gameplay.

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  2. O game parece ter algumas coisas bem interessantes Lucas!
    Bela Review!
    O bom dessas suas reviews de games do Vita é que prova que o Vita não é tão sem jogos como algumas pessoas dizem, hahahah...

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